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26 de abril de 2011

Inundações e buracos no Rio não são de hoje

As fotos em preto e branco abaixo são algumas das que vão estar em exibição no Centro Cultural Justiça Federal (Avenida Rio Branco 241), de terça a domingo, das 12 às 19hs, até o dia 22/05/2011.

São fotos de repórteres da Agência O Globo retiradas nas décadas de 50 a 60.

O interessante das fotos é que podemos constatar que problemas que afligem atualmente o Rio de Janeiro, como inundações e buracos (crateras) nas ruas não são de hoje. Na verdade, parecem fazer parte da história da cidade por mais que diferentes prefeitos tenham "cansado" de prometer soluções.

A bola da vez, em termos de prometer soluções, atualmente está com o Eduardo Paes que tem um "incentivo" bastante forte para tornar realidade suas promessas: uma carreira política relativamente no início, que ficará bastante comprometida com o fracasso em melhorar a estrutura urbana do Rio para os eventos da Copa e da Olímpiada.

Ano que vem o Eduardo Paes tem seu primeiro grande teste com a reeleição para prefeito. Sem ser implicante, nos dois primeiros anos de mandato houve muitas promessas dele mas pouca coisa se tornou realidade. Vamos ver o que acontecerá nesse ano e meio até a eleição…

Pelo menos em relação a inundação nada foi feito….

Inundação no Rio nas décadas de 50 ou 60…

Inundação em uma rua do Rio na década de 50 ou 60

Inundação ontem (25/04/2011) no Rio…

Inundação dia 25/04/2010 na Leopoldina, no Rio

 

E quanto aos buracos tudo igual…

Carro que caiu em buraco nas décadas de 50 ou 60

Carro cai em buraco nas ruas do Rio na década de 50 ou 60

 

Carro em buraco na Rua Henrique de Araujo (Ilha do Governador) em janeiro de 2008*

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*Em 2008 Eduardo Paes não era o Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, mas o sentido dessa foto é mostrar que sucessivos prefeitos já prometeram soluções e na prática poucas se concretizaram….

5 de abril de 2011

O Manequinho e o Botafogo - nada a ver

Muitos torcedores do Botafogo tendem a associar a estátua do Manequinho que hoje está colocada em frente à sua sede social mais a realidade é que ela não tem nada a ver com a história do Botafogo.

Se hoje ela está em frente à sede do clube isso se deve a um falso moralismo que de vez em quando assola o Rio de Janeiro.

Nossa estátua do Manequinho também nada tem a ver com uma que existe na cidade de Bruxelas chamada "Manneken Pis". A dessa cidade tem cerca de 20 cm e direciona a urina com a mão esquerda. A brasileira tem quase um metro e as duas mãos estão livres…

Essa é a cara que fica o botafoguense quando descobre que o Manequinho não tem nada a ver com o Botafogo - Estátua do Manneken Pis em BruxelasA única coisa em com um entre ambas talvez seja o costume de vestí-los com uniformes, roupas de época, camisas de time de futebol, etc.

 

A origem do Manequinho brasileiro - 1911

Observando a filha de um amigo tentando aprender a andar em um jardim, Belmiro de Almeida, notou a desproporção do tronco em relação as pernas comum em crianças que ainda estão aprendendo a andar.

Belmiro de Almeida resolveu então fazer uma estátua usando as proporções da filha do seu amigo.

15 de dezembro de 2010

Flamengo, antes, durante e depois do aterro

Alguns lugares do Rio de Janeiro são difíceis de imaginar sem as enormes intervenções urbanas que sofreram ao longo da história. Um deles, com certeza, é o bairro do Flamengo.

Segundo informações coletadas na Wikipedia “a orla original apresentava uma conformação recortada, com pequenas enseadas aqui e ali, como a Praia do Russel (na altura do atual Hotel Glória), ou o Saco do Alferes.”

Ainda segundo a Wikipedia “as primeiras obras de aterramento da região remontam ao início do século 20, quando foram construídas a Avenida Beira-Mar, a Praça Paris e a avenida da Praia do Flamengo. O desmonte gradual doMorro do Castelo forneceu material para novos aterros na região central, como o do Aeroporto Santos-Dumont.

Consegui uma foto do Flamengo em 1950 que mostra algumas das mudanças acima mas não o aterro, tal como hoje o conhecemos:

flamengo sem aterro em 1950

o Aterro do Flamengo tal como o conhecemos hoje foi construído com o material oriundo do desmanche do morro de Santo Antônio. O morro abrangia parte da atual Avenida República do Chile, com limites ao longo das Ruas do Lavradio, Carioca, Senador Dantas e Evaristo da Veiga.

O interessante é que no morro do Santo Antônio surgiu uma da primeiras favelas cariocas tal como no morro da Providência. Hoje se pode ver vestígios do morro olhando do Largo da Carioca para o prédio do BNDES – a elevação segue até a Rua do Lavradio.

Na década de 1950, a maior parte do morro foi destruída para fornecer material para um aterro, na época destinado às cerimônias do XXXVI Congresso Eucarístico Internacional. Essa área posteriormente foi ocupada pelo Monumento aos Pracinhas e pelo Museu de Arte Moderna.

A foto abaixo é do final da década de 1950 mostrando a construção do Monumento aos Pracinhas bem como dos primórdios do parque do Flamengo.

Aterro em obras em 1960

Anos depois foi executada a parte principal do aterro. O entulho retirado do morro foi sendo despejado no mar, formando desde o pontal do Calabouço até o Morro da Viúva uma comprida restinga de pedras, formando uma laguna que a seguir foi aterrada, formando o que hoje conhecemos como a Praia do Flamengo.

Não havia previsão da construção de de um parque, apenas de vias expressas. Atribui-se a mudança dos planos, para a construção de um parque à à paisagista Carlota de Macedo Soares, amiga do governador do Estado da Guanabara Carlos Lacerda.

E felizmente foi feito – hoje temos um parque urbano belíssimo:

Aterro do Flamengo atual

30 de novembro de 2010

Copacabana antiga em cinco tempos – Posto Seis

De vez em quando tomo um chopp no Sindicato do Chopp do Posto Seis, no Eclipse ou então uma cerveja no bar/ botequin “Bunda de Fora”, pontos bastante conhecidos em Copacabana.

Não são baratos esses locais; em compensação, a quantidade de pessoas diferentes que você tem a oportunidade de conversar costuma justificar os reais a mais gastos nessas incursões etílicas.

Nessas incursões, nunca me canso de admirar como Copacabana é um bairro “transitório”, se é essa a expressão correta. Nada é definitivo: não foi no passado, não é no presente e provavelmente não será no futuro…

Veja se você concorda observando as mudanças do Posto Seis…

Posto Seis no século XIX – data não conhecida

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Posto Seis nas primeira década do século XX

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Posto Seis na década de 30

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Posto Seis atualmente

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Posto Seis em 2050…

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Praia de Copacabana e Praia do Leme ?

Hoje não há sentido físico (geográfico) para dividir a e extensão de areia que vai que do posto Seis ao Leme em duas praias, como conhecemos: Praia de Copacabana e Praia do Leme. É muito mais uma questão de cultura do que algum obstáculo geográfico que justifique essa divisão.

Mas nem sempre foi assim. Já houve, pelo menos na maré cheia, uma clara divisão da praia de Copacabana para a do Leme e essa divisão era feita pelas pedras do Inhangá que ficavam na altura de onde hoje é a Rua Rodolfo Dantas.

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A foto acima foi tirada da encosta do morro do Leme, em data incerta, mas com certeza bem antiga.