Links

Mostrando postagens com marcador Palácio Monroe. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Palácio Monroe. Mostrar todas as postagens

24 de setembro de 2009

Ressaca quase no obelisco da Avenida Rio Branco - Fotos do Rio Antigo

A Avenida Rio Branco sofreu grandes transformações no período de um século para cá. Até seu nome era diferente: Avenida Central.

Antes do aterro, que distanciou a baía de Guanabara uns 200 metros do fim da avenida Rio Branco, o mar batia muito próximo do obelisco que existe até hoje nela. Ressacas sempre foram frequentes no Rio de Janeiro.

Na primeira foto, de 1919, vemos uma das ressacas e o obelisco:




Na segunda foto, novamente uma ressaca perto de onde está o obelisco na Avenida Rio Branco. Não dá para precisar a data certa dessa foto, mas nota-se no quanto direito andaimes usados na construção do Palácio Monroe.



15 de setembro de 2009

O convento da Ajuda na Cinelândia - fotos do Rio antigo

Muitas vezes o "céu e o inferno" estão muito próximos no Rio de Janeiro. Ou então até mesmo no mesmo lugar, apenas em épocas diferentes.


Hoje quem toma um chopp na Cinelândia não consegue imaginar que exatamente onde estão os bares já houve o Convento da Nossa Senhora da Conceição ou mais conhecido como Convento da Ajuda.


Esse convento foi inaugurado em 1750. Em 1911 foi demolido com a finalidade de ser construído um luxuoso hotel no local. Esse hotel nunca chegou a ser erguido mas em compensação vários prédios surgiram, como o Cinema Odeon.


A foto abaixo é de 1907, mostrando o convento da Ajuda e o também já demolido Palácio Monroe.


7 de junho de 2009

Centro, Palácio Monroe - fotos do Rio antigo

Já se passaram mais de trinta anos desde a sua demolição, mas o Palácio Monroe continua despertando polêmica. O Palácio Monroe foi projetado pelo general Francisco Souza Aguiar para a Exposição Internacional de Saint Louis, em 1904. Seu projeto foi premiado. Era a primeira vez que uma obra da arquitetura brasileira era reconhecida internacionalmente.
Terminada a exposição, o Palácio foi reconstruído no Rio de Janeiro, sendo este o primeiro edifício oficial inaugurado na Avenida Central, em 1906. O nome foi uma homenagem ao Presidente americano James Monroe, por sugestão do Barão do Rio Branco, Ministro das Relações Exteriores.
Até 1914 o magnífico palácio continuou sendo usado como pavilhão de exposições.Após algumas reformas passa a abrigar a Câmara de Deputados, que ali permanece até 1922. De 1925 a 1930 é ocupado pelo Senado Federal. A "Revolução de 30" dissolveu o Senado, encerrando um ciclo.
"Por volta de 1970 tem, junto com outros edifícios da Avenida Rio Branco, o pedido de tombamento federal negado pelo IPHAN, conseguindo-o apenas no âmbito estadual. A falta do aval federal para sua preservação levaria a uma verdadeira batalha em 1976. Com as obras do metrô, é pedida sua demolição, apoiada por baluartes da arquitetura moderna como Lúcio Costa, e pelo Jornal "O GLOBO", que o atacava veementemente através de editoriais.

O início da campanha para a demolição do Palácio Monroe foi detonado em 04/07/1974, pelo jornal "O Globo", justificando atrapalhar o trânsito e a construção do metrô, qualificando-o como uma mera cópia, desprovido de qualquer valor artístico. Começa a elencar pareceres favoráveis à demolição.

O Palácio, que fora motivo de orgulho nacional, passa a ser chamado de monstrengo do passeio público, sem importância histórica. O local passa a ser especulado pela iniciativa privada para a construção de um edifício garagem, mas a proposta de uma grande praça para a estação do metrô da Cinelândia, rodeada de áreas verdes, ganha adeptos. Em 11 de outubro de 1975, o Presidente Ernesto Geisel autorizou o Patrimônio da União a providenciar a demolição do Palácio Monroe.

Centro, foto da Avenida Beira-Mar retirada do Palácio Monroe - fotos do Rio antigo

A foto abaixo além de mostrar uma Avenida Beira-Mar em 1906 bem diferente da atual apresenta também uma curiosidade: ela foi retirada do Palácio Monroe, que hoje não existe mais Mais uma foto de Augusto Malta.