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30 de novembro de 2010

Praia de Botafogo e Morro da Viúva

Muitas áreas do Rio seriam completamente diferentes se não tivesse acontecido vários aterros na Baía de Guanabara.

Sobre essa perspectiva a praia de Botafogo seria bastante diferente e também o acesso a praia do Flamengo por ela.

A foto abaixo é da praia de Botafogo em 1907, uma enseada cujo nome original foi “Le Lac”, dado pelos franceses. Somente a partir de 1641 passou a ter o nome atual por ali ter residido João Pereira de Souza Botafogo, dono da fazenda que se estendia até a lagoa Rodrigo de Freitas.

 

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Nessa época, quem tentasse contornar o Morro da Viúva para chegar a praia do Flamengo não conseguiria (hoje seria seguir pela Av. Rui Barbosa). Havia uma enorme pedreira no caminho…

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Sem os aterros da Baía de Guanabara, Botafogo e Flamengo seriam completamente diferentes.

Se para melhor ou pior, é uma questão que deixo aberto para debates…

3 de fevereiro de 2010

O Pavilhão Mourisco - o motivo porque chamamos de Mourisco um pedaço de Botafogo

Hoje no Rio duas construções são lembradas como o "Pavilhão Mourisco". A mais recente é o castelo da Fundação Oswaldo Cruz em Mangunhos.

Nesse post me refiro a mais antiga, que ficava em Botafogo, no fim da Avenida Beira-Mar, na Praia de Botafogo, defronte à Rua Voluntários da Pátria. Projetado pelo arquiteto Burnier, foi construído na administração do prefeito Francisco Pereira Passos.

Deveria ser uma casa de música, mas nunca passou de um simples bar e restaurante. Seu estilo era tipicamente neo-persa, nada tendo de mourisco, como vulgar e erradamente foi denominado.


A foto mostra o Pavilhão em 1907. O edifício era coberto por cinco cúpulas douradas. Duas escadas de mármore davam acesso às varandas do primeiro pavimento. Nas colunas ao lado das entradas e no teto decorado liam-se numerosas inscrições árabes. No porão alto ficavam as cozinhas, a despensa e a adega.

É importante observar, ainda, que o Pavilhão Mourisco, por iniciativa de Cecília Meireles, por volta da década de 1930, abrigou uma biblioteca infantil que, além do salão de leitura, tinha um setor de manualidades (modelagem, pintura, desenho), um de brinquedos e jogos, além de uma sessãozinha de cinema toda quinta-feira.  Foi um dos projetos mais ambiciosos da reforma de Anísio Teixeira.

Apesar de toda a iniciativa de Cecília Meireles, a biblioteca teve os seus dias contados. Com a demissão de Anísio, em 1935, a biblioteca teve dificuldades em continuar existindo. Em 1937, em plena vigência do Estado Novo, o Centro foi invadido pelo interventor do Distrito Federal. O fechamento deveu-se ao fato de que a biblioteca teria no seu acervo um livro de conotações comunistas, cujas idéias eram perniciosas ao público infantil. Tratava-se d’As Aventuras de Tom Sawyer, de Mark Twain.

A experiência do Mourisco, apesar de sua breve duração, representou a semente que mais tarde frutificou na criação das seções infantis das bibliotecas públicas e de bibliotecas infantis no Rio de Janeiro, São Paulo e outros municípios brasileiros.

O pioneirismo desse empreendimento se resume ao fato dessa biblioteca possuir características antes nunca vistas no Brasil. Na época havia bibliotecas que jamais permitiam a entrada de crianças, outras que somente consentiam o acesso de menores acompanhados dos pais. A biblioteca do Mourisco foi além. Não somente estimulava a freqüência de crianças como mantinha os livros ao alcance das mesmas, novidade sequer tentada nas bibliotecas freqüentadas por adultos.

O prédio do Mourisco se transformou rapidamente num ponto de coleta de impostos, ficou abandonado por vários anos para ser totalmente demolido em 1952, durante a construção do Túnel do Pasmado.

O local abrigou durante quase trinta anos uma sede para os esportes olímpicos do Botafogo Futebol e Regatas, conhecida como a sede do Mourisco, resultado de um acordo entre a Prefeitura e o clube, que precisou desocupar a área para a obra do túnel. Na década de 90, outro acordo com o Botafogo e, em 1998, foi inaugurado o Centro Empresarial Mourisco, uma prédio espelhado, onde hoje se encontram as as sedes de várias empresas, salas comerciais e garagens.



Essa é a origem do nome Mourisco, porque uma parte do bairro de Botafogo é conhecida até hoje.

6 de junho de 2009

Botafogo, enseada - fotos do Rio antigo

As duas fotos abaixo mostram a enseada de Botafogo muitos anos atrás. Infelizmente não dá para precisar a data mas sabemos que a primeira é posterior a construção do Cristo Redentor, enquanto a segunda é anterior. Nota-se também que o prédio próximo a igreja ainda não havia sido construído na primeira foto.