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15 de setembro de 2009

O convento da Ajuda na Cinelândia - fotos do Rio antigo

Muitas vezes o "céu e o inferno" estão muito próximos no Rio de Janeiro. Ou então até mesmo no mesmo lugar, apenas em épocas diferentes.


Hoje quem toma um chopp na Cinelândia não consegue imaginar que exatamente onde estão os bares já houve o Convento da Nossa Senhora da Conceição ou mais conhecido como Convento da Ajuda.


Esse convento foi inaugurado em 1750. Em 1911 foi demolido com a finalidade de ser construído um luxuoso hotel no local. Esse hotel nunca chegou a ser erguido mas em compensação vários prédios surgiram, como o Cinema Odeon.


A foto abaixo é de 1907, mostrando o convento da Ajuda e o também já demolido Palácio Monroe.


O Zeppelin no Rio de Janeiro - fotos do Rio antigo

O Rio de Janeiro fui possivelmente um dos destinos das viagens dos Zeppelins da Alemanha. Ele pousava no Campo dos Afonsos e depois em Santa Cruz. Esses sobrevôos tinham função de propaganda e com certeza cumpriam o seu objetivo. Quem viu, nunca mais esqueceu. A superioridade da engenharia alemã ficava demonstrada com esse vôos.
Quando mencionei que o Rio foi possivelmente um dos destinos isso ocorreu porque existe uma divergência de opiniões. Alguns dizem que o destino final era Buenos Aires, na Argentina, ou o  Uruguai ou que eles fizeram apenas viagens esporádicas para esses países sendo o destino o Rio mesmo.
O hangar dos Zeppelins em Santa Cruz. Na foto vemos o famoso Hidenburg em 1935 na entrada da hangar, que existe até hoje. O Hidenburg, em 1937 após um vôo transatlântico, pegou fogo em Lakehurst nos Estados Unidos matando 35 das 97 pessoas a bordo.

O ferry boat e a barca da Cantareira para Niterói - fotos do Rio antigo

Hoje ir à Niterói de carro é algo bastante trivial para um grande número de cariocas, bastando pegar a ponte Rio-Niterói. De preferência, em um horário em que ela não esteja engarrafada.


No entanto, nem sempre foi assim. A ponte só foi inaugurada em 1974. Existiam antes desse ano duas alternativas para se chegar a Niterói de carro: por Magé, num percurso de quase 100 km, ou então pelo ferry boat, a balsa que saia da Praça XV levando carros e caminhões.


A foto abaixo é do Ferry boat para Niterói em 1970. Já era mais "moderno". Como muitos pessoas mais idosas ainda se referem à barca para Niterói como "barca da Cantareira" segue logo abaixo uma foto dela, em 1950.

Ferry boat para Niterói em 1970
"Barca da Cantareira" em 1950 saindo da Praça XV


Para quem já foi a Porto Seguro e enfrentou as grandes filas que se formam para pegar a balsa para Arraial da Ajuda e vice-versa, tente imaginar repetir esse processo para os cerca de 110.000 veículos/ dia que passam pela ponte atualmente, num percurso na água umas 30 vezes maior...

Hoje seria inimaginável considerar a ligação Rio-Niterói sem a ponte. Amanhã, quem sabe, o mesmo poderá ser dito sobre uma ligação de trem ou metrô...

8 de setembro de 2009

Bois e vacas na praia do Pepe - Rio Antigo

A foto abaixo, tirada em 1972, mostra como foi o rápido o desenvolvimento da Barra da Tijuca. Até esse ano era não só imaginável, como perfeitamente natural que transitassem bois e vacas em frente a Praia do Pepe, hoje um dos pontos mais badalados da Barra da Tijuca.

Hoje seria completamente impensável pensar em bois e vacas no local. Salvo as que a prefeitura alguns anos atrás autorizou que fossem colocadas ao longo da orla do Rio de Janeiro.

6 de setembro de 2009

Barra da Tijuca - especial Rio antigo

Hoje a Barra da Tijuca talvez seja o bairro que mais cresce na cidade do Rio de Janeiro. No entanto nem sempre foi assim e até bem pouco tempo atrás, na verdade, praticamente ficou parada no tempo.

A Barra da Tijuca ficou praticamente isolada do restante da cidade por cerca de 400 anos, considerando a fundação do Rio de Janeiro em 1565. O principal determinante para esse isolamente de séculos foi a dificuldade de acesso, já que a Barra é rodeada por montanhas altas e de difícil transposição além de um bom pedaço ter sido alagado e pantanoso.



Sua ocupação só começou de forma mais efetiva em 1939, a partir da construção da primeira ponte sobre a lagoa da Tijuca. O acesso tornou-se mais fácil para quem via da Zona Sul com carro, após passar pela Avenida Niemmeyer, Estrada da Gávea e por fim pela Estrada do Joá.

Água, telefone, gás, rede de esgoto, nada disso havia. Até o fornecimento de energia elétrica era precário.

Aos poucos os moradores mais aventureiros da Zona Norte, sobretudo Tijuca e Grajaú, começaram a frequentar com mais frequência as paias da Barra e foram superando as dificuldades dos caminhos das estradas de Furnas, das Canoas, da Gávea Pequena, e da Grajaú-Jacarepaguá.

Nessas excursões, alguns começaram a adquirir terrenos nos loteamentos que ficavam nas imediações da 1a. ponte sobre a lagoa, onde hoje conhecemos como Jardim Oceânico. O restante da Barra da Tijuca continuava um imenso deserto de pessoas. A comunicação era muito complicada entre a Barrinha e o Recreio dos Bandeirantes. O Recreio dos Bandeirante, por mais incrível que pareça hoje, já era acessível desde 1920 e por isso tinha mais construções do que o restante da Barra.


No entanto o crescimento urbano da cidade do Rio de Janeiro chamou a atenção para o "sertão carioca". E daí começa a história da Barra tal como a conhecemos hoje. Por volta de 1950 começam a surgir planos para a ocupação da Barra da Tijuca. Na época o Governo do estado da Guanabara encarrega o arquiteto Lúcio Costa de elaborar um plano piloto


O blog Rio antigo vai fazer uma série de postagens sobre a Barra da Tijuca, para mostrar um pouco do passado do bairro que hoje é conhecida como a "Miami carioca". Encante-se.