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29 de dezembro de 2009

O cabo submarino de telégrafo na praia de Copacabana

Em certo aspectos o reinado de D. Pedro II foi muito avançado. O monarca era um entusiasta das inovações tecnológicas e com isso apenas quatro anos após a instalação do primeiro fio telegráfico instalado através do mar no mundo, o Governo Imperial já se preocupava com a comunicação telegráfica entre o Brasil e o continente europeu.

Em 1853, dentre as propostas recebidas para a instalação de um cabo submarino no Brasil, estava uma que faria a ligação do Rio de Janeiro, Recife e Belém com a Europa.

Depois de muitas concessões que não foram a frente, a 16 de agosto de 1872, o Decreto 5.058 concedeu ao Barão de Mauá o privilégio, por 20 anos, para lançar cabos submarinos e explorar a telegrafia elétrica entre o Brasil e a Europa. Finalmente, a 22 de junho de 1874, o Brasil era ligado à Europa pelo cabo submarino. Nesse dia, por seus serviços prestados, o Barão de Mauá foi elevado a Visconde.

A foto mostra a praia de Copacabana (Posto 6), na última década do século XIX. À direita, entre cajueiros e pitangueiras, vê-se o casebre onde entrava o cabo submarino.

Quem hoje vai ao Posto 6 dificilmente consegue imaginar que um dia ele já teve a aparência tal qual a da foto.



Um comentário:

Prof. Adinalzir disse...

E o monarca, além de ser um entusiasta das inovações tecnológicas, também trouxe para para o Brasil o telefone. Eu soube de um exemplar que ficou um bom tempo na Fazenda de Santa Cruz e depois foi levado para o Museu de Petrópolis. Está lá até hoje.